O tempo voa e assim a época do Natal aproxima-se a passos largos. Em breve começaremos a ser bombardeados com sinos, luzes, anjos e outros enfeites luminosos nas nossas cidades. Em breve começaremos a ver as montras de lojas, desde a pequena mercearia do bairro até às loja de grandes superfícies muitos Pais Natal a cantar, a balouçar, a sorrir. . .Em breve na televisão só veremos Nenucos, Noddys e Kittys. E tudo isto serve para quê? Para nos lembrar que é Natal, época de paz e amor e do nascimento de Jesus Cristo? Não! Serve para nos lembrar que é Natal, época de comprar muitas prendas, de gastar o dinheiro que tem e o que não se tem. Resumindo, todas as luzes e enfeites servem para nos incentivar a consumir. Consumir não o essencial porque isso não precisamos que nos indiquem, mas consumir o supérfluo, o desnecessário, o inútil.


Para além das prendas que se tornou tradição oferecer (representando simbolicamente as ofertas dos Reis Magos ao Menino) e que compramos para a família e amigos , acabamos sempre por adquirir outros objectos, comprar outras prendas apenas porque a publicidade e as excelentes estratégias de Marketing a isso nos levam.
Compra-se. Tentamos redimir-nos de faltas e ausências, de palavras mal ditas, de falhas. Embrulhamos as nossas desculpas e oferecemos de presente. Para muitos bastava um sorriso, uma palavra amiga, uma SMS…mas não. Nós compramos, nós consumimos.
Podemos atribuir as culpas à sociedade em que vivemos? À televisão que nos bombardeia com anúncios e musiquinhas de Natal? Aos senhores publicitários que desenham fantásticas campanhas que nos «obrigam» a adquirir isto ou aquilo? A nós próprios que já não concebemos o Natal sem gastar o subsídio de Natal todo em prendinhas?


Cabe nos à nós cristãos tentar ser a gota de água neste oceano material e supérfluo. Tentar lembrar que Jesus nasceu na manjedoura aquecido por uma vaca e um burro. Tentar lembrar que há quem tenha tão pouco e que nós desperdiçamos tanto com o que não nos faz realmente falta.
Que seja o Natal do presépio, do sininho, do anjinho, da árvore, das crianças, das prendas… mas acima de tudo que seja o Natal de Jesus!

 

*** Sei que o tema é recorrente mas quis partilhar convosco um texto que escrevi em finais de Novembro para um Jornal.

publicado por Bunny às 22:18